terça-feira, 7 de abril de 2009

A DIFERENÇA ENTRE INVOCAÇÃO E EVOCAÇÃO


É comum muitas pessoas associarem a Invocação e a Evocação como sinônimos, enquanto possuem uma diferença definitiva em um ritual.

A Invocação se caracteriza por convidar a Divindade para participar do ritual no corpo de uma pessoa responsável. Foi muito usado por algumas pessoas do passado para santificar objetos ou lugares, assim como é usado pela Igreja Católica para a transformação do pão em corpo de Cristo e do vinho em Sangue de Cristo.

A Evocação já é o convite à Divindade para participar do ritual em matéria astral ou espiritual, fora do corpo do oficiante responsável, porém dentro do espaço sagrado. Isso possibilita a conversa direta e a percepção das energias divinas. O que é muito usado durante uma oração padrão.

Após essa distribuição de conceitos, é comum pensar em invocação igual à possessão, mas não é a possessão é a permanência não autorizada de um espírito ou divindade em algum corpo ou material, o que se caracteriza por uma forma imperialista de estar entre nós, pois a possessão tira o “dono” do corpo de qualquer autonomia e liberdade sobre suas ações, dando total direito ao ser que o possuí. E nossas Divindades não são assim, elas são convidadas a estar no corpo do responsável por isso, porém nossos Deuses não o possuem, Eles apenas agem através do corpo responsável, mas dando ao “dono” do corpo total autonomia e liberdade para agir, dando inclusive liberdade para dispersar o Deus que age dentre dele na hora certa.

A utilização da invocação ou da evocação é variante de acordo com a função do ritual ou do pedido feito aos Deuses, dos membros que participaram do ritual, dos oficiantes e do que potencialmente “cederá” o corpo. Caso seja solitário, a decisão é totalmente sua.

A possessão existe, em quase todos os relatos não houve possessão por parte dos Deuses, mas sim por outras entidades. Em sua maioria a possessão deve ser tratada com calma e coerência, como poucos são os membros da Antiga Arte que dominam essa prática de dissolução da possessão, recomenda-se que nestes casos seja procurado um exorcista padrão devidamente formado.

Há casos, apesar de extremamente raros, em que a Divindade decidiu por razões desconhecidas entrar no corpo de um dos membros que não o invocador. Nestes casos, a resolução é simples, o invocador – que naturalmente é uma pessoa experiente e sábia no quesito invocação – tenta calmamente conversar como a pessoa cuja entidade Divina está presente, explicando-lhe o que está ocorrendo, então atribui a ela os devidos ensinamentos para lidar com a presença divina e o ritual então pode prosseguir. Todavia, os demais membros devem ter calma, e paciência, durante esse processo para não angustiar a pessoa despreparada, até porque se encontram em um Círculo Inviolável.

Outra tentativa é conversar com a Divindade e solicitar que ela se transfira para o corpo de uma pessoa devidamente preparada.

A maioria de nós possui a preparação básica, uma vez que na Antiga Arte todos somos sacerdotes podendo realizar individualmente qualquer ritual, então são raros os integrantes que entram em um ritual totalmente despreparados, mas é mais raro ainda casos como este.

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